Friday, January 13, 2006

Historinha!

Bem, prometi que ia postar algo de legal então vamos lá, promessa é dívida. Historinha pra galera:

Chapter 1: Awakening

Era uma rara noite de chuva na cidade desértica de Mal Honan. Já passava da meia-noite e quase todos na cidade estavam recolhidos em suas casas dormindo. As ruas estavam completamente desertas, dando espaço para que a água da chuva penetrasse no solo seco e ajudasse alguma semente a brotar por ali. No entanto, não muito longe dos muros da cidade, alguém andava por uma rua. Estava cambaleando, com a cabeça baixa, deixando seus longos cabelos negros cobrirem seu rosto e, por onde passava, deixava um rastro de sangue.
Não tinha idéia de quanto tempo passara vagando sem rumo, só sabia que a cada passo que dava seu corpo parecia cada vez mais pesado, a dor dos seus ferimentos diminuía, assim como a sua esperança de continuar vivo. Seria ali o seu fim? Não sabia, sabia apenas que devia continuar andando. Em dado momento, num longo suspiro, não conseguiu se manter mais em pé, e caiu no chão, desmaiando.
Estava tudo escuro.
Muito escuro.
Não podia se mexer, era como se estivesse totalmente amarrado. Então, como um relâmpago, surgiu uma chama branca em sua frente que iluminou todo o ambiente, revelando que ele não estava amarrado, mas sim de pé sobre um lago cuja extensão alcançava os limites do horizonte. Também não havia céu, apenas um espaço branco quase tão brilhante quanto a chama que iluminava tudo. Ainda não conseguia se mexer, até que ouviu a voz em sua mente:
-Não morra. Viva para proteger, e impedir a morte daqueles que não a merecem. - No instante seguinte ele afundou no lago, e a chama branca se tornou negra e ficou de cabeça para baixo. Não podia respirar, mas também não sentia a necessidade de oxigênio. Então a voz tornou a dizer:
-Não morra. Viva para destruir, e executar aqueles que se puserem em seu caminho. - Estava confuso: O que eram aquelas chamas? Como fora parar ali? Viver? Sim, estava à beira da morte, e desmaiara devido aos ferimentos que recebera momentos atrás, então como poderia sobreviver estando daquele jeito? As chamas se apagaram, e então ele ouviu:
-Abra seus olhos... - Obedecendo ao comando ele abriu os olhos, e quase ficou cego de tão intensa era a luz que invadira seus olhos.
Não estava mais sobre o tal lago; pelo contrário, estava olhando para o teto de uma casa. Demorou alguns segundos para se situar, até que chegou a conclusão de que estava em um quarto, deitado numa cama e todo enfaixado. Pelo jeito alguém cuidou de seus ferimentos, mas quem? Tentou se levantar, mas seu corpo ainda estava fraco demais mesmo para um movimento simples desse. Não conseguia parar de pensar no que via, proteger quem? Destruir quem? E acima de tudo, por quê? Visto o estado que se encontrava, não lhe restava nada além de esperar que alguém chegasse.
Passaram-se algumas horas, um vento refrescante soprava da janela, aliviando o calor que sentia devido às ataduras e ao sol que se aproximava de sua cabeça, elevando a temperatura do quarto. Então uma figura surge da porta: Uma jovem garota de cabelos negros e lisos, trajando um vestido marrom com detalhes em verde-escuro. Ela olha para a cama, onde está o homem ferido:
-Ai! Eu esqueci! - exclama ela, num tom surpreso. Rapidamente se aproxima da janela e fecha uma metade, aparando o sol que esquentava o leito dele. Olhando para o rosto do homem, ela abre um grande sorriso:
-Ora! Então acordou? Que bom pensei que não fosse sobreviver, sabe? - fala enquanto vai ao pé da cama umedecer um pano que estava na testa do homem - Você perdeu muito sangue com aquelas mordidas, achei até uma presa espetada na sua barriga! - ela coloca o pano sobre a testa dele - Sorte sua eu ter te achado, pois sou uma curandeira! Como se sente? - Estava um pouco surpreso com a chegada da jovem, então responde:
-É... estou bem... Obrigado.
Ela o olha com um ar de superioridade:
-Não tem de quê, afinal este é o meu trabalho mas me diga, como você se chama? - Ele demora um pouco para tentar lembrar o próprio nome, até que se dá conta de que não sabe o próprio nome! Sentiu-se como se tivesse levado uma paulada na cara, quanto mais tentava lembrar de coisas sobre o seu passado, mais frustrado ficava, pois nada lhe vinha a cabeça. Ele perdeu a memória.
-Eu... Eu não lembro! Eu não lembro de nada! - Surpresa, ela responde:
-Não lembra? Como assim?
-Não sei explicar... Eu apenas sei que não me lembro de nada!
-Tem certeza? Não lembra o que fez ontem?
-Bem, ontem eu me lembro de ter me desvencilhado de lobos no deserto, foi assim que me feri. Não sabia direito o que fazer depois então vim para uma cidade que avistei, mas chegando lá eu desmaiei...
-Não é de surpreender, esses ferimentos podiam ter matado facilmente uma pessoa menos resistente. Tem certeza que não lembra o seu nome? - Insistia.
-Tenho, não lembro mesmo. - Sentiu vontade de levar as mãos ao rosto, como se esfregando elas ele fosse lembrar de algo, mas estava tão bem enfaixado que mal podia mexer os braços.
-Procure não se esforçar... - Ela leva as mãos ao rosto dele. Então sente um leve calor no peito, e as lembranças de seu falecido irmão, Eric, vieram à sua mente. Esse homem era quase igual a seu irmão. Seu rosto, sua expressão, tirando o cabelo ela podia jurar que estava vendo Eric novamente, mas sua mente não deixava enganar; seu irmão morrera há 8 anos.
-...Como você se chama? - Perguntou o homem.
-Ah! - Ela acorda do devaneio, um pouco surpresa - Eu me chamo Melissa. Melissa Raelyn.
-É um lindo nome. - Elogiou. Depois parou um instante para se perguntar: "Não conheço outros nomes, então porque eu disse isso?" Logo depois sua barriga roncou, pelo jeito não come desde o dia anterior, se é que comeu algo.
-Hehe... - Melissa faz um leve sorriso - Vou preparar uma sopa pra você, logo logo estará bom! - Dito isso ela se levanta e se retira do quarto.
"Porquê estou aqui?" Essa pergunta não saía de sua cabeça. O fato de não ter nenhuma lembrança de fatos anteriores à noite passada estava deixando ele louco. Fechou os olhos e torceu para que aquelas chamas aparecessem de novo, talvez elas soubessem sobre seu passado. Mas não conseguiu nada, elas não apareceram, então o cheiro de sopa invadiu suas narinas. Estava faminto, e o cheiro fazia sua boca salivar. Talvez pudesse pensar melhor de barriga cheia, pensou, e aguardou o prato ansiosamente.
Melissa chegou com um quente prato de sopa, no qual ela não poupou ingredientes para fazer. O cheiro era maravilhoso. Ela puxou uma cadeira para perto da cama e ajeitou o homem de modo a ficar ligeiramente sentado, para que pudesse servi-lo.
-Está deliciosa! - Comentou, depois da primeira colherada.
-Eu sei, foi minha avó que me ensinou a fazer. Segundo ela, esta sopa é para levantar até defunto!
Ele riu. Não sabia porque mas essa expressão não lhe era estranha. Depois de terminada a refeição, Melissa o ajeitou de novo na cama. Parecia que a sopa o havia animado um pouco. Então uma estranha idéia lhe veio à cabeça.
-Ei, eu tive uma idéia!
-Hm? Que idéia? - perguntou o homem.
-Enquanto não descobrimos seu nome, vou chamar você de Eric, que tal?
-Eric?
-Sim!
-Hmm... - Não havia porquê negar, afinal teria que ser chamado por algum nome enquanto não descobrisse o próprio, e ser chamado o tempo todo por pronomes não parecia uma alternativa muito agradável - Tudo bem.
-Ok, seu nome agora é Eric, até descobrirmos seu nome verdadeiro!

End of Chapter 1.

Bom, é isso. Se gostarem eu posto mais, por isso comentem pra eu saber a opinião de vocês ^^

Até a próxima. Amanhã vou aprender a usar Dreamweaver!!! @_@

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Cadeo resto... ¬¬

Ta legal... goste da parte das sementes, e tb de qdo ele pensa que aquela expressão era familiar.... Será ele o irmão da menina.?!?! Não percama o proximo capitiludo!

8:27 PM  

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